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Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Dar uma chance ao amor ...

Foto retirada de http://oblogdalibelua.blogs.sapo.pt

 

 

Enquanto Pilar andava nestes pensamentos existenciais, dúvidas amorosas e receio de dar um passo maior em relação à sua vida sentimental, Isabella tinha sido apanhada por um Cupido apenas em oito dias ...

Tinha jurado a si mesma, depois do desaparecimento de Gabriel nunca mais se envolver com ninguém, ainda amava o seu noivo desaparecido, no fundo da sua alma existia uma dor enorme, um vazio inexplicável ... mas às vezes, a vida gosta de brincar connosco ...

Acerca de um mês tinha chegado um colega novo ao serviço, tinha vindo destacado do Porto, chamava-se Miguel ... era moreno, olhos verdes, cabelo preto, tinha sido campeão nacional de natação e ... tinha um corpo fabuloso ... Isabella assim que o vira tinha dado um enorme suspiro e comentou com Pilar:

- Já reparaste no nosso novo colega, é cá um borracho!

- Bem, amiga, acho que estás apanhadinha! - respondeu Pilar, a rir.

A verdade é que passado quinze dias, ele convidou-a ir  passar uma tarde com ele a Sesimbra, passear à beira-mar, conversar um pouco para se conhecerem melhor ... Isabella ficou indecisa, mas Pilar insistiu tanto com ela que acabou por aceitar.

A tarde foi fabulosa e estendeu-se até de madrugada. Incluiu um jantar à beira-mar, um passeio pela Arrábida, um rol de confissões ... Isabella descobriu em Miguel tanta coisa em comum que ficou fascinada ... dizia a brincar que tinha sido visitada por outro anjo.

Anjo ou homem ... a verdade é que passados oito dias já Isabella conhecia a cama de Miguel ... bem a cama e muito mais ...

Quando ela colocava um olhar vazio , no abstracto ele sussurava-lhe ao ouvido:

- Todo o ser humano deve dar uma chance ao amor ... pelo menos mais uma vez ...

publicado por Ennoea às 22:18
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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

O coração não dói ...

 Can U See Me?

Foto retirada de  http://olhares.aeiou.pt

 

 Pilar andou vários dias angustiada ... com uma sensação que não conseguia descrever ... por um lado era o passado que tinha vindo ao de cima; por outro, aquele jantar tinha mexido com ela. Pensava que todos os momentos que tinha vivido no Campo de Refugiados com João tinham ficado bem arrumados na sua memória, julgou que aquele vulcão emocional que tinha despoletado em Àfrica tinha sido a aventura, a partilha, a entreajuda, o cheiro a terra e a mato, o despertar dos sentidos em terras africanas, a solidão, a fragilidade da condição humana ... quando estava desesperada João tinha sempre um ombro amigo para a acolher, um colo para lhe acalmar as lágrimas, um carinho para a fazer sorrir ... e no fundo, ela tinha-se convencido que era apenas todo o clima daquela missão que tinha feito que os laços deles tivessem ficado tão próximos.

Mas agora tinha constatado que afinal não eram apenas laços, que não era apenas o resultado da solidão, da fragilidade de ambos, mas sim um sentimento mais profundo, uma falta em si mesma que não conseguia explicar ... a sua alma sentia-se só, apesar das atenções redobradas de Isabella que já tinha percebido o caos que a mente e o coração da amiga estavam, o seu coração doía ... mas a sua mãe sempre lhe dissera que o coração não dói ...

Estava apaixonada, mas não poderia estar ... lutava entre a razão e a emoção ... sabia que João era a sua alma gêmea, o homem da sua vida ... mas ele já era de alguém ... e era um pai de familia ... e ela respeitava a familia, os filhos acima de tudo ... destruir um lar jamais ... nem que tivesse de sacrificar a sua própria felicidade!

 

 

 

 

 

publicado por Ennoea às 10:01
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Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Amizades, amores e desejos proibidos

 

(Retirado de http://yohanandreams.blogs.sapo.pt)

 

 

Pilar ao ler aquela carta apercebeu-se que na vida há muitas coisas que gostariamos de ver concretizadas, que existem amores proibidos, pelos homens, pelo destino, por Deus ... ou talvez pelos próprios intervenientes que não querem  dar ouvidos ao seu coração, não querem  arriscar em demasia, lançar-se no desconhecido porque apesar de  não estarem  felizes sabem com o que podem contar todos os dias e, afinal de contas, há uma certa idade em que se mede ponderadamente os riscos ...não como na adolescência em queo amor e uma cabana , basta ...

Dantes era bem diferente ... ou eram as familias, as obrigações religiosas, as convicções, os tabus ... mas hoje também não seria igual?

Quando era miúda tinha sentido na pele o sentido de uma amizade proibida ... muito diferente da amizade e da ligação que tinha com Isabella. Tinham vindo de uma vila pequena em que todos se conheciam e que a ideia de que as famílias mais ricas não se deviam misturar com as mais pobres ou menos fortunadas ... infelizmente frente à casa dos pais de Pilar existia uma enorme casarão de grandes senhores, os quais viviam e andavam constantemente entre a capital, as fazendas em Àfrica, fábricas no Brasil ... mas que iam de vez em quando à pequena  vilazita  ... essa família tinha um filho da idade da Pilar que estudava no Colégio Militar, mas desde o primeiro dia que a viu ficou encantado, tinham ambos oito anos, uma amizade simples e duradora, daqueles que não se consegue explicar foi crescendo até que chegaram à adolescência e a amizade foi proibida ... os pais de Francisco, assim se chamava o seu amigo, achavam que Pilar poderia aproveitar-se dele e da sua situação económica ... ameaçaram Pilar e seus pais, tentaram suborná-los e o seu amigo nunca mais voltou à vila ... às vezes tinha saudades dos seus risos, das suas correrias, do cheiro a campo, quando ele trazia uma simples papoila para lhe oferecer ...

Agora vivia novamente outro momento de proibições ... ai se ela conseguisse que tudo à sua volta desaparecesse ...

publicado por Ennoea às 23:03
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Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Semente de ti ...

 

 

Foto retirada da net

  

 

"Querido Marco

 

Desde que sai de perto de ti a minha vida tem sido um inferno ... os meus pais afastaram-me de ti, obrigaram-me a sair dai e viemos para outro país ... dizem que não conseguiam viver com a vergonha de ter estado enamorada de ti ... porque tu não tens estudos, porque és pobre e de más famílias... mas a mim, o que isso importa? O que me importa é aquilo que és, independentemente das tuas origens ... amo-te pelo teu interior, pela tua alma, pela força e coragem que tens em ti ... sei que irás longe, és determinado e ambicioso ... mas és um ser humano lindo, capaz de ajudar os outros e de fazê-lo gratuitamente ...

Estou a escrever-te à pressa, pois receio que eles entrem pelo quarto a dentro, ando vigiada, mas a minha prima fará que esta carta chegue até ti ...

Tenho uma novidade para te dar ... não sei se ficarás feliz ou não ... o meu pai não quer que saibas, mas eu tinha que te dizer ... seria injusta para contigo e tu não o mereces ...

estou grávida ... vais ser pai ... espero que fiques feliz como eu estou ... é a única coisa boa que me tem dado esperança a toda esta humilhação ... é a tua vida em mim, o prolongamento do nosso amor, a perpetuação da nossa entrega ...

Quando ele nascer darei notícias ou assim que poder ...

Um beijo de Amor com muitas saudades ...

Da tua

 

Beatriz

 

publicado por Ennoea às 10:28
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

A curiosidade mata ?

 

 Seu olhar...

Foto retirada da net

 

Após essas recordações penosas para ambas, Pilar e Isabella dedicaram-se intensamente à sua profissão, era uma altura complicada  em que era necessários turnos mais intensos. Ambas andavam cansadas, extenuadas e ocupadas com uma formação que tinham de fazer , nem da tal caixa que continha vidas e vidas, passados, memórias, dores e alegrias , escondida no roupeiro ...

Assim, passarem quase duas semanas ... até que num feriado em que ambas se encontravam em casa à hora do pequeno-almoço Isabella se lembrou: 

- Amiga, acho que nos andamos a esquecer  de uma coisa?

- O que? - respondeu Pilar, que já nem se lembrava das cartas.

- Olha, vamos terminar de comer os cereais e depois vamos ler uma cartita, antes de irmos às compras... o que achas?- sugeriu Isabella.

- Pode ser ... tu e a tua curiosidade .... - disse Pilar.

Isabella despejou a tigela de cereais num instante e quando Pilar deu por ela já estava com a cara enfiada no dentro da caixa. Desde miúda sempre fora mais curiosa do que ela. Pilar tinha medo de tudo o que fosse novo ... lugares novos, amigos novos, desportos novos ... Isabella apesar de às vezes parecer mais frágil era uma curiosa nata ... metia o nariz em tudo o que era sítio, tinha uma lata enorme em fazer as perguntas mais absurdas ... mas verdade seja dita a curiosidade e a intrepidez de Isabella tinham resolvido alguns problemas que elas tinham passado.

Quando terminaram o curso decidiram fazer o Inter Rail ... mas para azar de ambas foram assaltadas em Berlim e Pilar entrou em pânico ... Isabella sem saber falar alemão, meteu conversa com uma senhora alemã que falava castelhano por acaso e tinha um amigo português. O senhor Santos, motorista de táxi, levou-as à embaixada , emprestou-lhes dinheiro e alojamento por duas noites em sua casa. A dona Maria das Dores, sua mulher, recebeu-as como filhas. Pilar morria de medo, mas Isabella só lhe dizia para não ter medo pois via-se que eram boas pessoas.

Por isso, Pilar já estava habituada a esta curiosidade de Isabella.

Lá apareceu Isabella com uma cartita na mão e o seu sorriso maroto ... gritando:

- Temos aqui uma ... nem vais acreditar ... é de uma mãe adolescente solteira ...

publicado por Ennoea às 21:11
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Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Mães coragem

"Mamã"

(Foto retirada da net)

 

 Pilar admirava aquelas mães ... muitas delas tinham perdido já vários filhos, uns vitimas da fome, outros de doenças, outros vítimas de balas disparadas ao acaso ... mesmo assim continuavam apesar de tudo a ter mais filhos, continuavam a ter esperança, lutavam todos os dias pela sobrevivência de cada um deles ... e apesar de tudo continuavam a sorrir, os seus olhos expressavam ternura ...  andavam kilometros e kilometros fugidas das suas aldeias, das suas casas para encontrarem um pouco de segurança nos campos de refugiados, muitas tinham deixado para trás os seus homens, os seus pertences, até os filhos mais velhos ... muitas tinham sido violados pelos inimigos, maltratadas ... e ali estavam ... corajosas ... olhando para o futuro ... como pode um coração de mãe e de mulher ser tão forte?

Pilar seguia como exemplo de vida essas mães coragem, quando se lamentava da sua vida, recordava-as e seguia em frente com um leve sorriso nos lábios!

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publicado por Ennoea às 15:30
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Sábado, 28 de Junho de 2008

O fantasma da guerra ...

Hard live...

(Retirada de nat)

 

 

Pilar sabia do que José António falava ... a guerra, as ameaças, os bombardeamentos, a fome, os refugiados, as crianças com fome, sede, traumatizadas, orfãos .... nunca mais esquecera aquele ano que tinha trabalho naquela Organização Não Governamental como voluntária. Viu muita pobreza, doença, fome, o ponto a que o homem chega para conseguir o poder, a riqueza ... não importa destruir cidades, matar milhares de seres humanos, crianças ficarem mutiladas ... o que importa isso? Interessa é defender uma ideologia, ter a ânsia do poder ... os outros seres humanos são apenas números ...

Estas atitudes dos líderes, dos homens do poder enojavam Pilar. Os alimentos que conseguiam eram sempre poucos, os medicamentos eram uma raridade, ela tinha visto como o instinto de sobrevivência era capaz de transformar os homens em animais quando distribuiam a alimentação ... uma criança tinha morrido nos seus braços ... jamais se esquecerá dela e por mais anos que vivesse essa recordação estaria sempre presente ...

Felizmente, Isabella tinha ficado na capital na sede da Organização, não tinha ido para o campo de refugiados ... quantas vezes Pilar pensava que a sua debilidade emocional após o desaparecido de Gabriel poder-se-ia ter agravado com estas vivências, apesar deste voluntariado ter sido opção de Isabella para fugir , Pilar tinha prometido à mãe da sua amiga acompanhá-la e assim o fez ...

Mas o fantasma da guerra acompanhava-a e quantas noites passava acordada a pensar naquela menina que tinha morrido nos seus braços porque não havia um antibiótico ...

O mundo é mesmo cruel ...

 

publicado por Ennoea às 23:07
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

Memórias de uma Guerra

 

(imagem retirada da net)

 

 

Pilar andava com vontade de ler mais uma carta, mas tinha percebido que Isabella o evitava.
Por isso algumas semanas se passaram antes que as duas amigas voltassem a mexer no tesouro, que tinham encontrado por acaso.
Uma caixa de cartão, cheia de vida, de emoções, de amor,desamor, felicidade, encontros e desencontros, traições e juras de amor eterno.
Isabella, também pensava varias vezes nas cartas, e uma noite, enquanto contavam a semana de trabalho uma á outra disse a Pilar:
- O que achas que devíamos fazer com estas cartas?
- Não sei, também tenho pensado nisso…
- Queres ler mais uma?
- Se prometeres que não choras, não gosto nada de te ver assim.. – respondeu Pilar a Isabella.

- Vou tentar.


Isabella abriu mais uma vez a caixa, os seus olhos brilharam, e o nervoso miudinho tomou conta dela.
Que iriam encontrar desta vez?
Enfiou a mão dentro da caixa, e teve uma surpresa:
- Pilar, nem acredito nisto que estou a ver…
- Então?
Isabella esticou a carta em direcção a amiga, era um envelope muito antigo, com selos de outro pais, cheirava a morte…sangue…guerra.
- Não é o que eu estou a pensar pois não??? – questionou Pilar.
- Acho que é, deixa-me ler...

 

  

Estimada  Maria da Luz.

 

Muito agradeço por me ter respondido, e acedido ao meu pedido de ser minha Madrinha...

Escrevo esta carta com o coração nas mãos... Por estes dias escapei por pouco a morte…
O nosso batalhão dirigia-se para fora do acampamento, quando sentimos que estávamos a cair numa emboscada.

Começaram a chover balas de todo o lado, o acampamento foi todo cercado, por nativos que não hesitavam em avançar a medida que íamos ficando mais fracos....
O barulho de tiroteio, as granadas, alguns gritos, um cheiro a morte terrível, a cada passo que dávamos deparamo-nos com alguém que nos era próximo, caído no meio do chão, senti-me impotente, só penso em sair daqui, pois sei que é quase certo ter o mesmo fim dos meus camaradas....
É impossível para mim descrever todo este ambiente, qualquer descrição que fizesse, não seria metade, do que realmente aqui se passa, é terrível...
Por favor, se receber esta carta, diga aos meus pais que por ora estou bem…
Se algum dia voltar ao meu pais, gostaria de a conhecer....
Obrigada pela sua amizade.


José António.


Pilar e Isabella ficaram apreensivas, sempre ouviram falar nas madrinhas de guerra, mas julgavam que era uma troca de cartas amorosas, entre soldados e raparigas solteiras...
Ali estava um relato vivo de uma guerra, que em tempos havia acontecido, cuja carta sobrevivera o tempo suficiente para ser encontrada por elas.

 

publicado por Raquel às 03:30
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Um pequena surpresa...

 

 

(imagem retirada da net)

 

Pilar percebera que a amiga se sentia infeliz.
Convidou alguns amigos, preparou um fondue de carnes, que Isabella adorava.
Quando Isabella colocou a chave na porta de casa para entrar, sentiu um cheiro inconfundível que vinha da cozinha.
Começou a sorrir e correu para Pilar, colocando-lhe os braços à volta do seu pescoço e disse-lhe:
-Sabes sempre como me levantar o ânimo, por isso gosto tanto de ti, mana.
- Deixa de ser lamechas, eu sei que farias o mesmo por mim – respondeu Pilar, dando-lhe um beijo repenicado.
Isabella ficou agradecida por este gesto, a amiga andava cheia de trabalho, no entanto não se poupou a esforços para lhe dar aquela alegria.
O jantar correu maravilhosamente, sentiam-se em família, apesar dos muitos quilómetros de distancia da sua terra.
Pilar adorava estes convívios, cedo ficou sozinha com a mãe, o pai partira em busca de fortuna, para outro continente e nunca mais voltou, nem deu noticias.
A sua mãe durante anos esperava que passasse o carteiro, corria em direcção ao portão, fazendo sempre a mesma pergunta:
- Traz alguma carta para mim?
- Só as do costume … - respondia o carteiro.
Com os anos foi perdendo a noção do tempo que tinha passado, havia dias em que Pilar simplesmente não a entendia, apesar de tudo, continuava a amar o marido, que a abandonou.

 

publicado por Raquel às 15:30
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Pesadelo

 

 

  

 (imagem retirada da net)

 

Desde o dia em que Gabriel desapareceu, como se tivesse sido engolido pela terra, que ninguém sabia nada dele.

Aos poucos Isabella, foi perdendo a alegria tão característica dela, o seu semblante era por vezes fechado, e só tinha um objectivo, encontrar ou saber o que se tinha passado com o homem que mais amou em toda a sua vida.

Chorava vezes sem conta a pensar nele, as vezes Pilar acordava com um grito que rompia o silêncio da noite, era mais um dos seus pesadelos, onde chegava a igreja e Gabriel não estava, este sonho horrível perseguia-a.

Isabella, carregava com ela a dor da dúvida, da ausência, sentia-se triste, desamparada e só pensava em ajudar os outros que assim como ela, mas de forma diferente enfrentavam algo que os derrotava.

Era como se sentia derrotada, por não poder viver a sua vida, com o homem que desejava.

Tantos planos, tanto amor.

As lágrimas caiam, Isabella questionava-se porque tinha de ser ela a passar esta prova tão difícil.

Pensou em falar a Pilar, e desistir de ler as cartas... ali encontrava tantas palavras que a faziam recordar Gabriel.

publicado por Raquel às 15:30
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